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Jornal de Cristal...
             ... e coisa-e-tal


Acton Vale, 30/08/2002

SERENATA

Noite alta de verão
e muitos,
muitos grilos cantam, lá fora,
uma serenata de solidão.
 



Pronto, inaugurei um jornal para o nosso fórum. O que poderá vir a ser o fórum do nosso jornal! Não sei se ele vai ser diário, hebdomadário ou não passar de imaginário. Tudo fica parecendo mesmo imaginário a esta hora, quando só eu e os grilos estamos acordados. Eles estão acordados quando cantam ou estou completamente sozinha? Aparentemente sozinha, pois é sempre bom lembrar (para insones como eu hoje) que, além de todos os grilos, solitários ou não, e outros macro ou microbichos que se agitam pela noite afora, é dia para bilhões de chineses, australianos, japoneses... não sei se bem acordados, mas trabalhando sem parar (aí dá uma preguiça e o sono até vem).
Voltando ao jornal, como quem está na chuva é para se molhar, já fui logo colocando um poeminha que, apesar de curto, mostra bem o que está acontecendo aqui, não é mesmo?
Mas isso não importa... o que importa é que eu estou sonhando. Sonhando com as poesias em verso ou em prosa que virão.

O poeta português Carlos Queiroz pede que não venha, ela, a poesia - sabendo que é inevitável. "Ouçamos" pois:

                  APELO À POESIA

               Porque vieste? - Não chamei por ti!
               Era tão natural o que eu pensava,
               (Nem triste, nem alegre, de maneira
               Que pudesse sentir a tua falta...)
               E tu vieste,
               Como se fosses necessária!

               Poesia! nunca mais venhas assim:
               Pé ante pé, covardemente oculta
               Nas idéias mais simples,
               Nos mais ingênuos sentimentos:
               Um sorriso, um olhar, uma lembrança...
               Não sejas como o Amor!

               É verdade que vens, como se fosses
               uma parte de mim que vive longe,
               Presa ao meu coração
               Por um elo invisível;
               Mas não regresses mais sem que eu te chame,
               Não sejas como a Saudade!

               De súbito, arrebatas-me, através
               De zonas espectrais, de ignotos climas;
               E, quando desço à vida, já não sei
               Onde era o meu lugar...
               Poesia! nunca mais venhas assim
               Não sejas como a Loucura!

               Embora a dor me fira, de tal modo
               Que só as tuas mãos saibam curar-me,
               Ou ninguém, se não tu, possa entender
               O meu contentamento...
               Não venhas nunca mais sem que eu te chame,
               Não sejas como a Morte!

Esta contribuição foi do Luiz Otávio - vou tomando a liberdade e colocando o nome dele na nossa equipe (espero que você autorize, Luiz Otávio). Espero que ele mande poesia de autoria dele também.
Na verdade, todos os que freqüentam tão poeticamente o fórum de cristal já são automaticamente membros desta equipe. Para formalizar, é só ordenar e eu cumpro, com prazer, a tarefa de acrescentar o nome aqui.
Gente, mandem material e sugestões para o nosso jornal, por favor!

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