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O TREM

Tinha o trem do Zé Povinho,
Um trem bastante curtinho,
Que andava devagarinho,
Com a gente dando tchauzinho,
Prá tudo que é curumim.

Havia o trem de gado,
Que era mais encorpado,
E trotava num gingado,
Com um cheiro arretado,
De bosta seca e capim.

O de minério era comprido,
E passava enxerido,
Bem depressa, exibido,
Fazendo grande alarido,
Parecendo não ter fim.

De noite sob a coberta,
A meninada desperta,
Aguarda o primeiro apito.

O trem surge estridente,
Fazendo o coração da gente,
Pular feito cabrito.

A cama toda estremece,
E a gente até esquece,
Do que de fato é real.

No embalo deste refrão,
Café com pão manteiga não,
O sono chega fatal.